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maio
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Quanto Ainda Falta para Conquistarmos as Estrelas?

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No começo desse ano, o governo Americano publicou que deseja continuar com o seu projeto de mandar, mais uma vez, o Homem à lua. O programa, que começou durante o governo Bush, e segue apoiado na era Obama, será o grande responsável pelos US$ 18.7 bilhões injetados nos cofres da famosa agência espacial Americana. O programa pretende aterrissar no nosso satélite em 2020. Ou seja, there’s still a lotta work to do, my friend.

A conquista espacial é uma febre desde os anos 60. Em 12 de abril 1961, a mídia revelou ao mundo: a União Soviética tinha tido êxito em mandar o primeiro Homem ao espaço. Esse sortudo chama-se Yuri Alekseyevich Gagarin e ,desde então, virou um herói da Humanidade. Suas primeiras palavras, ao contemplar nossa morada geóide, foram:

“Земля голубая. Как красиво! Поразительно!”

“A terra é azul. Como é lindo! É fantástico!”. Devido aos atritos da guerra fria, os Estados Unidos da America sentiram-se pressionados e resolveram investir pesado na tecnologia espacial. A corrida espacial dos anos 60, então, levou à conquista da lua.  Em 20 de julho de 1969, a missão Apolo 11, comandanda pelo astronauta Neil Armstrong, aterrissou em nosso satélite cinzento. 

Deste ponto em diante, a Humanidade não pode mais voltar. A curiosidade simplesmente não deixa. Quanto ainda podemos explorar e descobrir do nosso universo? A lua não é nada, comparada com o que pode ser visto no sistema solar, na via láctea e além. 

Nós chegamos à lua em uma lata de aço, construímos uma morada na órbita da terra, e temos de planos de ir a marte, também em uma lata de aço. Mas devemos admitir: o nosso objetivo definitivo são as estrelas e além. É o que mora no coração de qualquer um aficcionado pelo espaço. A astronomia estuda os corpos celestes longínquos, traças as suas tragetórias, explora o universo, mas por trás de tudo isso, mora uma insuportável ansiedade de uma dia poder conquistar as estrelas.

É impossível. Curto e grosso: dado o nosso nível tecnológico, é simplesmente impossível. Ainda estamos na Idade Da Pedra da Era Espacial. Nossos atuais motores de propulsão (ou simplesmente “foguetes”), impulsionados através de um gás inflamável injetado na traseira da nave, são extremamemente ineficientes (termodinamicamente falando) e consomem milhões de toneladas de combustível a uma velocidade absurda. Patéticos. 

Propulsores sólidos, foguetes monopropulsores, bipropulsores. Todos esses não servem de nada, se realmente queremos ir o mais longe possível.  Com eles, atingimos velocidades em torno de 9 kilômetros por segundo. Rápido? Para ilustrar, a nave espacial mais rápida já construída pelo Homem chama-se Voyager, e atinge 17 kilômetros por segundo. A essa velocidade, levaríamos 17000 (dezessete MIL) anos para chegar a Proxima Centauri, a “anã vermelha” localizada a 4.22 anos-luz no sistema Alpha Centauri, o mais próximo do nosso Sol. 

Mesmo se fôssemos construir uma nave espacial, hoje, com as tecnologias experimentais (mas viáveis) que já temos, ainda assim levaríamos milhares de anos para alcançar Alpha Centauri. Motores nucleares existem (há muitos anos são implementados em submarinos), e, se aplicados do jeito certos, são muito mais eficientes do que foguetes, alcançado velocidades perto de 60 kilômetros por segundo. 

766px-Voyager

Voyager

 

Ainda levariam 21849 anos e mais alguns meses para chegar à nossa querida estrela anã.

Íon-propulsores parecem uma solução futurística para o problema. Através de campos magnéticos ou elétricos dispostos ao longo do motor, é possível obter força a partir de íons formados por um gás. Essa força impulsionaria a nave para a frente.  Bem, essa tecnologia só reduz o tempo de nossa viagem em alguns anos. Ainda não sabemos como criar motores que funcionam por tanto tempo, muito menos uma nave que possa abrigar gerações pessoas por milhares de anos.

A física de hoje em dia estabelece que nada pode viajar mais rápido do que a luz. Isso significa que, se um dia extrapolarmos nosso atual conhecimento e contruirmos uma nave capaz de viajar tão rápido quanto a luz, AINDA ASSIM levaríamos 100 ANOS para chegar ao sistema que mais se assemelha com o Solar. E nós simplesmemte não somos tão pacientes assim. 

Nós somos curiosos o suficiente para saber que, explorando o desconhecido, sempre se descobre algo novo. É assim desde o começo dos tempos, e é assim que continua sendo. Quem pode dizer o que ainda vamos ou não vamos descobrir? A resposta pode estar debaixo do nosso nariz (como sempre esteve) e ainda assim podemos demorar séculos para achá-la. O mesmo avanço tecnológico que conquistamos no acesso à informação um dia vai ser conquistado no ramo espacial. O importante é continuar pesquisando.

Warp Drives. Simplesmente não consigo achar uma tradução para o nome, mas a teoria, se um dia for posta em prática, poderá nos levar para onde quisermos. Ela foi elaborada pelo pesquisador Mexicano Miguel Alcubierre, e foi inspirada na constante technobabble que encontramos em séries como Star Wars e Star Trek. A lógica é a seguinte: já que não se pode mover um objeto mais rápido que velocidade da luz, se expandirmos a espaço-tempo atrás do objeto, e o  contrairmos na frente, extrapolaríamos a física atual e atingiríamos velocidades absurdas. O objeto estaria protegido por algum de tipo de bolha que o protegeria dessas contrações, e não sofreria o efeito do tempo. O video abaixo desenvolve mais o assunto:

  

Para terminar, os vídeos abaixo falam sobre a International Space Station, a estação espacial internacional que recebe astronautas de várias nacionalidades, e que tem por finalidade ajudar na realização de experimentos em baixa gravidade, e servir de um confiável ponto de testes para outras naves. O astronauta Mike Fincke mostra o interior da estação:

 

 

Acho que é o texto mais longo que eu já escrevi aqui. Mas acho que  o assunto merece. 

This post has been inspired by the amazing text of Jesus Diaz, from Gizmodo.com. All credit to him. Thanks. 

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4 Responses to “Quanto Ainda Falta para Conquistarmos as Estrelas?”


  1. 1 guilherme
    20 maio, 2009 às 12:44 pm

    eu não concordo com dois pontos e gostaria de adicionar a um. não acho que uma nave espacial seja ineficiente termicamente. não tenho os valores pra calcula o rendimento, mas o rendimento de carnot (rendimento ideal de uma maquina térmica) não deve passa de 30% num sistema como esse. o fato de levanta uma piroca de aço até o espaço ja é um milagre. outra coisa que não concordo é a de o motor ter que funcionar muito tempo. alias, ate onde eu sei ele não funciona. a nave só precisa da impulsão para chegar ate o ponto onde há vacuo (ou o mais perto disso), porque a partir dali não há atrito, não ha desaceleração e não há variação na velocidade. realmente o futuro parece estar em teorias que envolvem mexer com espaço-tempo. só que as teorias atuais são ou absurdas, ou totalmente teóricas e sem nenhuma comprovação. a mais conhecida (mas talvez a não mais indicada), é os buracos de minhoca que supostamente existiriam por ai.
    isso é o que eu acho. por favor me corrijam, posso ta falando muita merda.

  2. 2 Davi
    20 maio, 2009 às 2:46 pm

    @guilherme

    Pensa em balanço energético, cara. O rendimento de carnot é baseado em modelos REAIS, nos quais nós PRECISAMOS considerar dissipação de energia. O texto abrange uma visão muito mais abrangente. Imagina se, uma dia, pudermos levantar essa porcentagem e gerar mais potência ativa com uma máquina térmica. TODOS OS SISTEMAS REAIS SÃO INEFICIENTES do ponto de vista teórico guilherme. Portanto, deixa a teoria de lado e filosófa um pouco, como o texto convida. Porra, o calor que um lançamento de foguete gera é energia que tu joga no sistema e é desperdiçada. E SE essa energia fosse aproveitada e não fosse gerado o calor? E SE fosse bolado outro jeito pra impulsionar nossos queridos projéteis colossais tripulados? Atualmente, é verdade, o foguete é a melhor solução. Mas do ponto de vista do balanço energético, tu não pode negar que é uma piada.
    Um dia, se tu tiver aula de conversão termo-mecânica de energia tu vai entender melhor.
    E outra: tudo bem, não há atrito, se tem a resultante das forças incididas for de diferente de zero, há aceleração e só vai.Mas uma vez que tu alcance a velocidade da luz, tu vai demorar milhares de anos só pra sair da via láctea, ou pra chegar a qualquer coisa que valha e pena, já que ela mede vários anos-luz de extensão e tu levaria um ano pra percorrer 1 ano-luz, hehe. FOI ISSO que quis dizer. Não existe NEM MOTOR NEM PESSOAS pra operar uma máquina por tanto tempo. Além disso, não existe vácuo perfeito no universo. Tem bolhas de gases por tudo que é lado, e isso oferece atrito. Se não fosse assim, já tínhamos desbravado o universo inteiro.
    E bem, essas últimas palavras foram de um astronauta, tu pode ler no texto original. Ele com certeza manja um pouquinho mais do que nós =).
    Quanto às teorias, realmente, são “absurdas” e ainda infundadas em experimentos reais. Por isso que eu repito: larga a teoria um pouco e filosofe.

  3. 3 guilherme
    21 maio, 2009 às 9:53 pm

    hehe agora entendi a moral do post. realmente se a moral é filosofa tu ta certo. só tava pensando na física real do negocio. se tu quer um rendimento realmente eficiente (nesses termos filosoficos) ai tem joga a termodinamica no lixo e começa do zero. só que dai não tem muita base cientifica isso. e pra ti chega na proxima estrela depois do sol, tu vai precisa de ciencia. e esse negocio de que o vacuo não é vacuo ta completamente certo e muito gente (a maioria) acha que o espaço é o nada absoluto. mas não sei ate que ponto o atrito espacial é relevante. talvez num super onibus espacial tu tenha que da mais uma aceleradinha quando tiver passando por jupiter hehe. eu entendo o que tu propõe de filosofa e tal. mas tem que te um visão cientifica do negocio, senão não é aplicavel.

  4. 4 Lee
    19 janeiro, 2010 às 12:12 am

    bom é só uma ideia, mais eu acho que a resposta para a nossa proucura por uma tecnologia capaz de nos levar a velocidades até maiores que uma dobra espacial, está em nosso passado. Pensem um pouco, há evidencias forticimas que fomos visitados por seres altamente avançados, se os senhores pesquisarem irão descobris. Vários povos de várias religioes inclusive o cristianismo citam experiencias em que avistaram naves ou seres alienigenas, e a que mais me intrigou é a do deus alado de palenque, um ser pilotando uma nave espacial desenhado por artistas maias a mais de tres mil anos aptrás, isso não é incrivel, como aquelas pessoas iriam imaginar um astronauta em um foguete espacial se nao vissem um? Então senhores analisando esses fatos intrigantes eu cheguei a conclusão de que as respostas para a conquista das estrelas esta em nosso passado, e tenhos fortes suspeitas de que paises como os Estados Unidos ja estudam essa tecnologia em segredo. Por favor pesso as pessoas mais céticas que não me levem a mal, são apenas ipóteses e teses mais volto a afirmar que os vestigios são grandes demais para serem ignorados.


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