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Sem Regras, “nem” Limitações

Divagaçãoes Contraditórias

Disseram-me que nada está implícito, já venho aqui mudar essa regra. Tudo está implícito, não tem nada que eu queira dizer que consiga com palavras, portanto, não confiem nelas, elas não lhes guiarão a nenhum juízo verdadeiro, alias, nem as minhas nem as de ninguém, nem a ciência é garantia, imaginem então as minhas vãs palavras… Ao leitor dou a liberdade para especular, tirar as próprias conclusões, aceitar, negar, ou mais provavelmente ignorar tudo como bem entende já que eu não tenho certezas; ainda bem, se tivesse, que fria.

Sou um não-poeta sem palavras, sem metáforas na poesia: um não-filosofo sem idéias, de filosofia vazia. Nas manhãs chamem-me cético, às noites relativista. Nas segundas contemplo as estrelas, nas sextas, que farsa! Nas quartas durmo durante o dia e de noite sonho acordado. Terças leio contos, sábado poesias, domingo faço exercícios de lógica, de resto estudo filosofia… Isso quando não sou outro, ou outro…

Gosto de fantasia. Queria ter mais imaginação, mas não, onde tem pedras vejo pedras, onde tem dragões vejo dragões. Minha metafísica é fraca, respira-se ar de melancolia.

Fiquei por seis meses escrevendo poesias, todas falharam. Faltou a perícia e talento nunca existiu, mas era uma forma de dar sentido ao tempo, às vezes ainda escrevo, se quiserem gastar a vida de vocês lendo inutilidades, leiam. Não quero criar responsabilidades ou expectativa, então não garanto que vá escrever sempre, mas quando escrever eu posto, prometo. Mas na boa, recomendo poetas de verdade, Pessoa, Drummond ou Cecília, por exemplo (garanto que vai ser um emprego muito melhor do seu tempo).

No mais, ignoro regras lógicas como o princípio da não contradição, então, não sei quando sou confiável e quando sou apenas um lunático vivendo a própria esquizofrenia. Na real não me importo, desisti de tentar racionalizar certas coisas, aceito e continuo vivendo…

Espero que dê pra não ter idéia alguma, e se for pra ter que seja sua, pois lhe garanto que minha não foi.

Desculpe pela divagação a troco de nada, mas se não temos idéias originais e é preciso escrever algo, nada melhor que divagar. Melhor aproveitar a liberdade antes que ela seja limitada. Escrever sem responsabilidade e a troco de nada. Que grande passatempo. No mundo dos desocupados, é claro.

Confesso que gosto muito de escrever, mas não se sou oprimido por alguma razão, prefiro liberdade de expressão… Odeio limitar as palavras a alguma questão especifica, sempre quero fugir para o verso, o outro lado em que posso viver as palavras. Coisa impossível de se fazer, pelo menos para mim, quando se escreve determinada e objetivamente. A magia de se caminhar em um bosque desconhecido é não ter rumo, se me aparece um caminho, pronto, a beleza indeterminada foi lograda, é como se perdesse o arbítrio pelo aleatório, e restasse apenas o frio sem graça do determinismo. Assim, é como se vive ao escrever, sentindo as palavras vaguearem pela natureza intocada. É o mais próximo que conheço de voar, livre de conceitos, soprado pelas idéias, ao infinito das possibilidades.

O princípio geral é o da intuição, a lógica primitiva normalmente tem a sua razão. Errou? Paciência. Ninguém aqui é intolerante. O erro ainda é permitido, ou melhor, é altamente encorajado. Melhor viver em erro que não viver em absoluto pelo medo de errar. Por isso omiti as quintas, quando deixo de viver por medo. Mas o erro é meu, não seu…

 

É tão difícil entender que viver dá ordem ao ser,

Mas mais importante que tudo é deixar-se viver,

Descartar o medo é erro, e retê-lo é inércia,

Então o que fazê-lo?

 

O segredo é usar o medo,

Como peça do tabuleiro;

Aceitá-lo como seu aliado

E terá lhe capitulado.

 

Ele move-se como torre, bispo ou cavalo,

É trunfo melhor que Rainha,

Domine-o e o xadrez será seu;

Se for dominado, esqueça seu Rei.

Escrevendo ou voando, não importa, se está vivendo, está acontecendo. Não faça como eu leitor, que risquei as quintas do calendário; viva a quinta-feira, dia em que tudo é permitido; usar o medo como arma é o segredo.

 

Mas voltando ao assunto (qual não sei), é mais ou menos isso que vou fazer aqui no Mauditos: basicamente nada… sem regras, nem limitações (e viva a redundância). Na medida do possível vou exercer o meu direito de falar merda à vontade, vai só depender do meu tempo disponível e da vontade de falar as tais merdas. Quando não for besteira eu coloco a fonte no começo do post, ou onde eu achar mais conveniente. Isso aqui também não é trabalho de faculdade cheio de regrinha e normas, até porque, se não, estaria indo contra a regra de ouro: ‘sem regras, nem limitações’.

Bom sábado para você, leitor. Seja sábado ou o dia que for.

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2 Responses to “Sem Regras, “nem” Limitações”


  1. 1 Mi
    5 abril, 2009 às 8:16 pm

    Hoje sei frasear muitas coisas, mas ainda não aprendi a voar…
    Não sei escrever em versos, não poetizo e nem desejo ser a poeta, não possuo esse dever
    Ousadia demais pensar que pudesse almejar as palavras rimadas, talvez metrificadas… não me sinto covarde, mas não é a coragem que vai comandar.
    Poetizar é um desafio, mas não posso contemplar…
    É já não sei parafrasear…

  2. 7 agosto, 2009 às 4:11 pm

    Putz, vejo aí nesse texto diversas respostas.
    Respostas minhas, tuas, da Mi.
    O fato é que tu é tipo um caminho de caminhos, tu consegue direcionar seja quem for, mas porque nós vemos de fora, cada um que chega em ti vem de um caminho, tu elimina as dúvidas e as superficialidades e mostra qual caminho seguir, mas tu tá ali no meio, tu não veio de caminho nenhum e fica se perguntando pra onde vai.
    Tu sempre aborda as coisas com um pensamento estruturado, já percebi isso, tu tem uma maneira de aplicar o pensamento, e com isso tu consegue respostas rápidas, que pra quem pergunta dão direções, mas pra ti tu parece não conseguir aplicar o mesmo.
    Eu já vi essa história em algum lugar antes, vou tentar concretizar isso de uma maneira melhor depois.
    Mas pra uns é UNIR e ORGANIZAR, acho que pra outros então talvez seja DIRECIONAR, o DIRECIONAR me parece tão ingrato como o UNIR, pq vemos os resultados nos outros, acho que talvez o único caminho(e é esse que uso no momento) é olhar pro agora, e se perder UNINDO e DIRECIONANDO seja quem for, deixando um fiozinho de esperança fazer a gente pensar que o MUNDO uma hora vai dar nos dar um tapa, nos unindo com alguém ou direcionando pra algum caminho.
    Já disseram que é nos perdendo pelos outros que nos achamos, vai saber né. Vai que de um desses caminhos que levam a ti chega alguém te convidando pra seguir outro.

    À propósito, gostei do texto! Pra variar me deu umas respostas de barbada!


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